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Novos trabalhos de Aldemir Alves

Posted by Aldemir Alves

Boa tarde/noite galerinha.

Olha eu aqui outra vez.

Hoje venho falar mais um pouquinho sobre meu trabalho, quer dizer; sobre Os meus trabalhos *_*

Ah, estou recebendo muitoossss e-mails da galera interessada em parcerias e alguns elogiando meus livros também hehehe... Estou lendo todos e logo escolherei os blogueiros que mais me interessaram.

Voltando aos trabalhos, desta vez eu quero falar um pouquinho de um projeto meu com o título de: O portal de Oriun. Esse livro, ao contrário de Esteros é mais juvenil, não é tão épico quanto, mas é mágico e vai além de Esteros no quesito fantasia.

Quem acompanha meu blog sabe que esse livro já está em produção à um tempão! Sim já são 3 anos. Porque está demorando tanto? Bom, eu acho que é porque estou gostando muito da história e tá complicado parar de escrevê-lo, rs. 

...agora me lembrei de um fato que ocorreu comigo há algum tempo, quer dizer, a alguns anos quando eu estava começando... 

Lembro-me de uma leitora/autora que acompanhava meu trabalho no site club de autores, no comecinho mesmo, 2010 e ela me pediu parceria, me enviou o livro dela e pegou o meu. Estava muito curiosa para conhecer meus livros. Eu li o livro dela em um dia, era contos e um livro pequeno, umas 100 páginas. O meu tinha 180, uma história cru e desestruturada, nada do que é hoje. A garota leu o livro e sumiu por um tempo, eu curioso, fui perguntar se ela curtiu. Então ela disse que sim, mas que eu corri demais na história, principalmente no final. Ela disse: "escrever tem que ser algo prazeroso, Aldemir. Não tenha pressa para terminar seus livros, isso deve ocorrer naturalmente". Eu fiquei pensando muito no que ela disse, então usei suas palavras como incentivo e reescrevi o livro. Na verdade já reescrevi umas 5 vezes depois disso heu,heu,hue.

Ops, desculpa pessoal esqueci que eu estava falando sobre O portal de Oriun, viu como eu sou fã de  Esteros? (obs: precisamos ser fã de nossos livros, não se envergonhem disso, ok!)

Sobre o novo livro.

O portal de Oriun é uma saga de fantasia medieval baseada nas mitologia nórdica, grega, e egípcia. Isso mesmo, uma junção das mitologias mais aclamadas de todos os tempos. Essa aventura traz como protagonistas os irmãos Alex e Alexandre. Os meninos crescem no Alasca, em uma pequena cidade de Akriok. Desde garotos levam uma vida normal, mas nem imaginam que as suas rotinas poderia mudar tão dramaticamente ao se descobrirem filhos de Egoz. 
Sendo verdadeiros filhos do rei Egoz, herdeiros da coroa de orium, foram retirados de seus pais ainda bebês, entregues a Rafael e Gisele, um casal de brasileiros, viventes no planeta terra. Quando completassem a maioridade, os 18 anos de idade, retornariam a oriun, lutariam contra Zarc, afim de retomar o trono de seu pai. 
A história se desenrola toda praticamente nesse novo mundo, com os garotos buscando pelos pais que foram capturados por Zarc o usurpador da coroa de Oriun. O livro conta com vilões e heróis clássicos, bem conhecidos pelos leitores. Por exemplo, Hades, Loki, Poseidon, Zeus, Shu entre outros. (Esperem por uma aventura de tirar o fôlego, com muita magia, romances e  reviravoltas).

Sinopse:

Os filhos de Egoz - Em um mundo onde a magia existiu de verdade, onde a paz e igualdade antes jamais abalada. Um tirano ergueu-se dentre as trevas, com ele veio à sede pelo poder a qualquer preço. Alianças foram abaladas, vidas sacrificadas, batalhas travadas - A supremacia benéfica deixou de existir. A ganância de Zarc se alastrou infinitamente, até mesmo as crianças eram obrigadas a integrar os seus exércitos. A terceira parte de Orion havia sido devastada completamente.

Após 15 anos de tormenta, a esperança ressurge novamente - renasce, junto aos filhos de Egoz. Adicionem no skoob.

Espero que tenham gostado do novo projeto! (:

Até mais!


Obs: antes que me acusem de plágio, a capa é ilustrativa. hauhauahua....

Jornada de um escritor

Posted by Aldemir Alves


Olá Caros,

Olha eu aqui outra vez. 

Hoje falarei sobre um assunto que eu gosto muito de dialogar, o mercado literário.

Quem acompanha meu blog desde o começo, 2011, sabe que eu já passei por várias dificuldades no mercado livreiro, desde a primeira publicação (2012) onde investi 7,000 mil reais, tive que comprar livros depois de publicado e, o sonho se tornou uma lástima quando meus livros, enfim chegaram, erro na biografia, erro grave na sinopse, meu nome escrito de forma errada no livro todo, erros gravíssimos de revisão, e etc. (hoje, a única coisa que aceito foram os erros de revisão, porque sei que eu errava muito, os revisores erram demais, e um livro nunca fica bom logo na primeira edição).

Ok, eu sobrevivi a muita coisa negativa e estou aqui; estou aqui outra vez, em outra guerra, agora me sentindo um General, com algumas patentes e insígnias no peito, mais com muitas responsabilidades. Me sinto como se estivesse naquele filme " O resgate do soldado Ryan). Rs, já vi muitos guerreiros corajosos empunhando suas armas (livros), enchendo o peito de ar e "gritando" "eu irei vencer essa guerra"! Mas muitos, muitos mesmo, caíram e foram abatidos, ficando para trás, outros vão surgindo a cada dia, e eu os vejo cheios de coragem e vontade de vencer a guerra, mas o tempo passa e uma bala perdida deixa mais um corpo ao meu lado, caído e estilhaçado. 

O que eu disse acima é apenas uma filosofia pessoal, eu apenas argumento uma realidade de um mercado difícil, concorrido, desleal com grandes talentos brasileiros que surgem todos os meses em várias editoras, mas que sucumbem na mesma velocidade. 

Mas por quê sucumbem?

Bom, eu tenho algumas teorias quanto a isso, a mais forte é que: as pessoas surgem com muita sede ao pote, o pensamento de ficar RICO, viver de escrita, se tornar best seller da noite para o dia como muitos conseguiram; em minha visão, isso é como um verme que consome uma fruta boa. O verme da ambição irá matá-lo antes de se tornar uma árvore a conceber frutos bons.

Desde que eu entrei nesse mercado, a CINCO anos, (Obs: tenho 3 anos de publicação), eu investi o que pude, lutei, mas eu nunca tive grandes pretensões de ficar rico, viver disso, ou me tornar best seller. Eu só escrevi até hoje porque gosto, para passar o tempo, e porque isso me faz bem. Ao escrever meus manuscritos eu posso fugir da realidade desse mundo, desse país corrupto e do dia a dia aguerrido em que todos nós vivemos, independente de classe social, ou raça, a vivencia diária do ser humano tem seus altos e baixos.

Voltando ao mercado do livro, eu diria que não devemos lamentar as dificuldades, ou sofrer pelas não conquistas, meu texto não destinasse a se tornar uma crítica, eu não estou dizendo para que vocês desistam, pois a melhor coisa de sermos humanos, é poder sonhar e depois conquistar. 

Quando muitos autores me procuraram nessa minha jornada, pedindo conselhos e dicas, eu sempre fui direto, honesto, e realista com as minhas respostas: "nada é impossível meu amigo, mas não espere por contos de fadas". Os anos se passaram, e sim, eu consegui realizar muito do que eu queria: "mostrar meu trabalho para o máximo de pessoas possíveis", eu consegui e somo hoje quase 3,000 livros vendidos em impresso (algo louvável para um autor nacional iniciante, sem grandes espaços em livrarias e publicado por uma editora em fase crescente), em digitais eu não tenho noção, mas creio que seja muita coisa mesmo. A internet é um portal bom e ruim para um autor iniciante, pois a pirataria contribui e muito para a não venda dos impressos, mas você poderá chegar a números extraordinários se tiver no mercado digital (eu me ausentei a algum tempo desse mercado, mas pretendo retornar em breve).

Hoje trabalho em editora, vejo autores esforçados subindo degrau por degrau, crescendo aos poucos; e nesses vejo força, coragem e futuro. Vejo também muitos outros desencorajados, feridos e que provavelmente irão sucumbir... eu não os culpo pela desistência, pois muitas vezes também me faltou forças e eu agonizei ajoelhado no solo.

Eu tenho muita experiência, muito a falar e muito ainda para aprender, mas uma coisa eu aprendi nesses meus anos de luta: "Triunfam apenas aqueles que sabem quando lutar e quando esperar". Texto de Sun Tzu.

Caros,
Apenas façam seu melhor, não busquem grandes pretensões de imediato, escrevam para sua satisfação própria, não tentem agradar todas as pessoas, pois isso é impossível, não escutem e não tomem como exemplo a derrota do soldado fraco... sejam amadores confiantes, e jamais parem de sonhar, lutar; pois só sucumbimos de fato, quando aceitamos a derrota.


As Crônicas de Fedors - Livro 3

Posted by Aldemir Alves

Olá Pessoal! Olha eu aqui outra vez, e desta vez, postarei um trecho do meu terceiro livro da série. Sim, depois de abandonar minha conta no Facebook agora eu tenho tempo para escrever.

Preciso de metas e quero terminar esse livro ainda esse ano. Percebam que o texto está cru, ainda sem revisão. Aquela parte com os riscos e o X, é onde continha spoilers. Quem leu o primeiro livro poderia achar ruim. Então sempre que eu postar algo sobre esse novo manuscrito deixarei os spoilers assim.

A capa do 3º livro ainda estou produzindo, comprei algumas imagens e essa abaixo foi a que mais eu gostei, pelo simples fato de exibir Fedors, o personagem principal, que até agora não ganhou uma capa. Não trazer o personagem em nenhuma capa foi decisão minha até aqui, pelo fato dele ser muito feio, sua aparência não é nada agradável, mas acreditem: nessa capa eu ainda peguei leve. Não sei se o pessoal compraria uma capa assim, no entanto, em votação no face a algum tempo a capa foi bem recebida e muitos optaram por mantê-la assim. Enfim, tentarei outras coisas.

Nesse livro estou optando pelo realismo da guerra, dando destaque ao Fedors e alguns personagens pouco explorados nos primeiros. Antes os leitores reclamavam que faltava destaque de alguns, e que o livro era rápido demais, rs, agora reclamam que tá muito grande e com excesso de detalhes. He,he,he... Eu particularmente prefiro agora.


Abaixo um trecho do livro, boa leitura!




Sentimentos de um moribundo

Fedors esteve nervoso, enquanto estacionado entre as sombras de um morro saliente, observa a uma distancia segura as muralhas do castelo, onde um dia fora soberano. O cavalo batia os cascos na neve, e algo rosnou na aldeia mais próxima, mas com exceção disso o mundo parecia silencioso. A escuridão ia baixando depressa e lançando sombras irregulares sob sua visão. Mas, ele ficará mais algumas horas por ali, simplesmente com um  desejo, compartilhar da presença de seu     X     , mesmo que fosse a distancia. Eram poucos os momentos que conseguia peregrinar sem a presença dos orcs ou Vamcast, mas quando lhe sobrava um momento a sós com os seus pensamentos, ele cavalgava e estacionava seu animal a uma distancia segura, e sempre com o mesmo desejo; contemplar a figura de seu menino. 

Será que ele estava bem, estava saudável? E se o visse de perto, ao contrario de     X     ,      X     o reconheceria? Não!!! Isso seria improvável, já que agora se tornara um mero monstro sem alma...
Fedors desistira mais uma vez, a lua de bordas vermelhas nascera no horizonte, e ela, (mais uma vez) era sua única companhia. Não há mais nada o que fazer ali; então resolveu partir.

No caminho sombrio ele observara as devastações, Esteros estava se tornando terra de ninguém, com muitas sepulturas, e sua maioria não tinham lápides. Passou por uma aldeia desértica, mais uma que devia ter sofrido um terrível golpe da guerra que levara tantas almas, e os corpos estavam em covas rasas. Houve um barulho e um rosnado tímido, então Fedors pôde ver cães selvagens desenterrarem vítimas da catástrofe, enquanto outros dilaceram a carne podre de alguns soldados.  Caminhava lentamente e pôde contemplar um cadáver sendo devorado por aves carniceiras, era um homem jovem e se lembrou dele em meio ao seu exército, um dia antes de seu sumiço ele havia lhe batido continência. “Que lástima” – pensou, e continuou seu caminho. 

Continuou cavalgando e os corpos não paravam de aparecer, quanto mais corpos, mais aves carniceiras surgiam, algumas se alimentavam com fartura (humanos não eram seu cardápio predileto), mas eram abundantes e morriam com mais frequência do que os animais. Elas precisavam fazer seu trabalho, de alguma forma o planeta se encarregava de limpar a nossa bagunça. – pensou.

Após cruzar a primeira metade de seu caminho, entrou num caminho estreito de vegetação, a noite  estava mais sombria e silenciosa do que jamais vira antes, e a qualquer momento algum perigo poderia espreitá-lo. Era natural. 

Como previsto fora cercado por três homens altos, vestidos por capas escuras e armados por espadas longas e sovadas, possivelmente armas coletadas dos tantos corpos espalhados pelo terreno. Fedors puxou a rédea, parando seu animal de pelagem escura, tinha o rosto encoberto pela capa preta e suas mãos estavam cobertas pela luva de couro. Ele ficou em silêncio enquanto um dos meliantes tomou sua frente, deixou o capuz descer de modo a exibir sua feição nada amigável. Era um homem de longos cabelos negros, endurecidos pelo tempo. Seu rosto possuía marcas profundas de corte e cicatrização e seu sorriso era de um monstro assassino. “Era uma pessoa má, - pensou Fedors – um assassino imprestável se aproveitando das pessoas boas que ainda restavam nesse mundo”. Matá-los não era uma opção, mas deixá-los ir, também não seria o correto. - “O que estou pensando” – Fedors dialogava outra vez com o seu subconsciente – eu não sou nenhum herói, não sou melhor que esses bastardos.

— É muito corajoso andando por esses lados à uma hora dessas, cavaleiro. — Disse o meliante com sua espada em punho apontada em direção à face de Fedors.

— Talvez carregue seus tesouros na escuridão, escondendo-se dos outros. — falou o outro ao se aproximar.

— Ou talvez seja um ladrão, roubando de outros ladrões! Há, há, há... — o terceiro homem, mais volumoso, começou a gargalhar e logo todos o acompanhavam.

Fedors olhou-o o de perto bem nos olhos, o ladrão não pôde contemplar sua feição, mas sentiu o odor forte de carniça que o rodeava. 

— Deixe-me seguir meu caminho em paz. — Disse em voz abafava e cansada, como que suas cordas focais protestassem a cada palavra.

— É um homem idoso? — Perguntou o meliante 

— Se é um homem idoso, possui muitos tesouros raros e valiosos. — O homem volumoso começava se aproximar.

Fedors se manteve calado, até que o meliante bateu no meio de sua testa com o gume da espada, bem no centro, e com força, mas ele apenas sentiu o impacto e sua cabeça lançou-se para trás e depois para frente e não sangrou, e nem mesmo ele protestou.

 — Não apagou? — Perguntou o homem volumoso.

— Esse bastardo tem a cabeça de aço? — O homem forçou suas mãos magras sobre a manta e a arrancou com força, revelando a face esquelética de Fedor. — MEU DEUS DO CÉU! — Exclamou com os olhos arregalados e observou aquela face apodrecida sendo devorada por alguns insetos carnívoros, pode ver de seu nariz corroído descer um líquido escuro e viscoso, era como que seu celebro estivesse derretendo pelo impacto da pancada. Seus lábios picotados exibiam parte da arcada dentária, e todos estavam escuros e cobertos pelos restos da gengiva arroxeada. 

— Fujam é um monstro! — Gritou e começaram a correr como loucos.

“É hilário como pessoas más chamam o nome de DEUS em vão após contemplar a face do demônio”, - ele sorriu lentamente. Depois levou vagarosamente sua mão direita próximo à lança, presa na cela ao seu lado esquerdo. Poderia mirar e lançar, tinha o corpo apodrecido, mas era forte como um touro, era fácil  perfurá-lo a distância. Bem no meio das costelas daquele maldito que o atacou covardemente, poderia fazer isso por muitos motivos, mas desistiu. “Deixe-os irem, não irão durar muito tempo” – pensou - Depois seguiu seu caminho.

Esteros livro digital