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Os livros de Esteros - As crônicas de Fedors 2° edição - novidades

Posted by Aldemir Alves da Silva

Olá, pessoal!


Estou aqui para mostrar um pouco das novidades encontradas em Esteros 2° edição, como eu disse anteriormente o livro foi fechado e teve a diagramação finalizada. Nesse momento o livro está indo para a gráfica e logo os exemplares estão chegando. O livro ficou grandão com 400 páginas e recheado de ilustrações, bem bonitas na minha opinião. Muitos de vocês que passam por aqui já devem ter baixado  na Amazon. Mas para quem ainda não tem o livro digital vou deixar o link aqui. (clique na imagem)

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Quem prefere impresso, deixarei o link aqui para comprar (clique na imagem)


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Entre as novidades nessa edição está os romances, eu nunca fui bom em romances, mas nessa nova edição de Esteros tentei criar momentos descontraídos. Estou lendo alguns romances para aperfeiçoar essa minha deficiência e pretendo melhorar mais isso no segundo livro da série que estou reescrevendo. Reescrever essa 2° edição foi uma ótima escolha, é claro que precisei aguardar para que os meus antigos exemplares se esgotassem e muitos os que leram aquele primeiro não puderam comparar as melhorias, mas acredito que o livro ficou bem melhor, já teve até resenhas e opiniões e todas até aqui muito positivas.

Bati muito a cabeça para escrever esse livro, mas nunca desisti dele e quando me sinto desanimado sempre procuro repensar nas histórias dos grandes escritores que também passaram por isso, alguns dos maiores escritores de fantasia passaram 30 anos escrevendo e melhorando seus livros, isso é algo que me inspira e me da forças para continuar.

leiam um trecho da nova edição:


O Sul


Estava frio, o inverno se aproximava...

Andor, sendo seguido por Mondaros e Angel cavalga próximo aos desfiladeiros, entre a divisão Oeste – Sul de Naires. Ao longe, observa o mar negro de águas escuras, pássaros aquáticos voavam em sincronismo como num show acrobático, pequenos mergulhões capturavam peixes desatentos, ao longe se via o céu azulado, as nuvens de bordas escuras, aquela era uma beleza natural divina e apreciável.  O chão coberto por pedriscos e cascalhos pretos, a terra úmida exalava cheiro agradável, um gramado tímido e falho crescia nos cantos das rochas, as árvores mistas de oliveira enfeitavam o cerrado de mato comprido, na cor verde – claro. Tudo era lindo! Tudo intocado pelo homem!

Continuaram cavalgando até que encontram uma estrada de terra árida.
Naquela tarde, o grupo rondava as mediações com a missão de procurar invasores e alertar Panderios caso existisse a eminência de um ataque. Andor caminhava lentamente, montado em seu cavalo de pelos cinzentos e crina marrom. Estava vestido   com um blusão de pele de urso pardo, por cima uma longa capa de couro de lobo. Calçava botas longas, e vestia calça larga tecida em cota de malha fina. Era aquecido por uma touca de pele de urso que cobria os cabelos e orelhas. — “Está muito frio!” — pensou o príncipe. Levou suas mãos aos lábios, soprou um bafo quente. Estava sério, de peito erguido e pose de cavaleiro. Curvava frequentemente o seu rosto a seu lado direito, em direção a Angel.

A bela donzela montava um alazão branco, um cavalo marchador de beleza esplêndida. O animal de crina longa e calda fina foi cuidadosamente selado para ela. O arco de Angel estava preso ao seu lado direito por uma cinta em couro abotoada, uma grande quantidade de flechas do lado esquerdo em um recipiente de couro marrom. Angel estava vestida com um macacão branco, uma blusa curta e um cachecol elegante. Os cabelos livres ao ar, sendo banhados pela neve e chacoalhados pelo vento. Sorria para Andor graciosamente, ele por sua vez estava perdido em seu olhar, apaixonado, parecia viajar para outros mundos. Era tão lindo aquele afeto, tão admirável aquele amor. Como um sentimento tão puro poderia sobreviver a tantos desastres?

O amor sobrevive às tempestades de solidão. Estabelece relações mágicas com o passado. Encontra no presente a razão maior para viver. Faz do entardecer um momento de inspiração. Constrói a paz, traz esperanças e encanta. Transforma as manhãs e tudo fica mais gracioso. Ele nos guia e a satisfação renasce a cada instante.
O futuro chega com a quietude, conforta e acalma. Uma brisa leve se confunde com tons de paixão. Viajo em um som romântico, que embala o coração. Desperta um novo dia. Traz sentido à vida. Reaquece o coração.

— Ei! Acorda! — Disse Mondaros — Escutei alguma coisa...

— Hã? O que houve? — Disse Andor acordando do transe romântico em que se encontrava.

— Eu também ouvi algo! — Disse Angel e puxou as rédeas do animal.

Mondaros desceu de seu animal, puxou as rédeas e chamou o grupo — vamos nos esconder, não sabemos o que vem em nossa direção.

Estavam próximos à estrada, então desceram de seus cavalos e esconderam- se nas rochas. Ficaram ali observando pelas frestas, um exército de cinquenta homens se aproximava.

— Psiu! — Angel assobiou para o príncipe — São orcs...  — Sussurrou baixinho.

— Iremos atacar? — Perguntou Mondaros.

— Espere... — Disse o príncipe.

— Acho melhor não. — Sussurrou a donzela.

Foi quando os primeiros soldados começaram a cruzar frente a eles. Continuavam escondidos em silêncio. Acharam melhor não atacar, pois os inimigos eram muitos, no entanto, Angel estava com o arco em mãos e se fosse descoberta, usaria suas habilidades.

— Vamcast...? — Sussurrou Andor em voz baixa. É ele... O meu irmão! — completou e quis se levantar e caminhar até ele, pensou em chamar a sua atenção.

— Tá maluco? — Disse ela, segurando o seu braço.

— Mas é ele, o meu irmão...

— Não é o momento, não agora. Por favor, não faça isso! — Disse ela, próxima a ele, seus olhos grudados aos dele. Teve medo, temeu o pior, previa que algo ruim pudesse acontecer.

— Me deixe. — Falou o príncipe em voz alterada, tentou se livrar dela.
Um orc escutou um barulho estranho, parou sua montaria e olhou ao redor. Não chamou a atenção dos demais, por enquanto, mas começou a caminhar mais lentamente.

Angel sentiu que ele ficou alerta, então puxou o rosto de Andor contra si e beijou-o loucamente. Tocou seus lábios contra os dele, apalpou sua nuca, fazendo a touca cair e seus cabelos se assanharem. Ela prolongou o beijo até que os orcs desaparecessem. Após beijá-lo, lentamente libertou-o e ficou com as bochechas rosadas, estava envergonhada.

— Minha nossa! — Disse Mondaros — Quase engoliu a boca do rapaz... — concluiu, ironicamente.

Andor sorriu, ficou encarando-a e sentiu o doce sabor da paixão.
— Deixa de ser palhaço, Mondaros! — disse ela e se levantou. — Vamos embora eles já se foram.

Eles arrearam os seus cavalos e partiram. Andor não comentou nada sobre o acontecido, mas ficou pensativo... Era o seu irmão e estava ali próximo a ele, podia abraçá-lo, poderia dizer a ele o quanto sente sua falta... Por outro lado, talvez Angel tivesse razão, talvez ele não o escutasse naquele momento.

Já Angel esteve aliviada, pressentia que Vamcast estava mudado. Aquela aparição a assustou, não era o mesmo menino que conheceu anteriormente, aquele homem que cruzou em sua frente era tenebroso e amedrontador. Sim, ela fizera o que era certo, não deixou o seu amor se aproximar dele... fez o que podia... fez o que era correto.


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